Depois da apreensão de lanches e café que eram vendidos por um estudante na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), a discussão entre estudante e servidor terminou com agressões e chamou a atenção no corredor do bloco VI nesta quarta-feira (27). Conforme imagens enviadas ao Jornal Midiamax, um estudante de Ciências Sociais vendia produtos como salgados e café de maneira irregular.

Nas imagens, o estudante arremessa um objeto contra o servidor e afirma que ele não pode apreender os produtos. “Chama a Polícia Federal, vocês não podem pegar as minhas coisas”. Os seguranças da universidade acompanham toda a confusão, mas não conseguem evitar as agressões.

Na discussão, o servidor afirma que a estudante deve se identificar e que pode ser alvo de um processo administrativo na UFMS. “E eu vou roubar para me sustentar? Vocês tiram a bolsa da gente e ainda fazem esta patifaria”, reclama. Após a fiscalização, o servidor tenta deixar o local levando uma garrafa de café e o que parece ser uma pequena caixa com lanches, mas os estudantes vão até ele novamente, quando uma agressão recíproca acontece.

Desde o início do ano letivo, uma das reclamações de estudantes nas redes sociais é a falta de oferta de alimentos para o intervalo entre as aulas, como lanches ou salgados. As cantinas que ficaram localizadas no corredor central foram retiradas e acadêmicos reclamam que os contêineres que vendem comida não suprem a necessidade.

A estudante de filosofia Gleici Pereira presenciou toda a confusão e conta que sempre compra salgados do aluno por conta da falta de opções. “Na UFMS não tem muito lugar para comer, aí o pessoal traz café e salgado para sobreviver. Os cursos são integrais, então é uma maneira de ganhar um dinheirinho”.

Gleici conta que a confusão deixou os alunos assustados e acredita que o estudante poderia ter sido agredido se não houvesse uma intervenção. “O cara simplesmente pegou as coisas dele, jogou tudo no chão. Em três anos aqui, foi a primeira vez que vejo uma coisa dessas. Eu nunca presenciei nada neste sentido, foi um abuso de poder”, reclama.