O velório da pequena Eloíza Daiane Ocampo Brito, de 1 ano e 2 meses, precisou ser interrompido na noite desta sexta-feira, dia 15 de novembro, pela Polícia Civil de Porto Murtinho, cidade localizada na região de fronteira com o Paraguai. A intervenção foi necessária para realização de perícia no corpo da menina, que teria morrido afogada ao cair em um balde para alimentar porcos, horas antes.

Ao site Campo Grande News, o delegado João Cleber Dorneles revelou que a remoção do corpo da vítima foi necessária devido a um equivoco por parte da equipe médica, que liberou o corpo a família da menina para realização do velório sem antes comunicar a polícia.

“Quando uma criança morre por motivo de acidente, violência ou afogamento, o hospital deve comunicar as autoridades. Mas, por algum equivoco no procedimento, acabaram passando por cima disso”, explicou.

Segundo Dorneles, a interrupção aconteceu por volta das 20h30 e o velório estava sendo realizado na casa da família da criança, localizada no bairro Salim Cafure Filho. “Explicamos aos pais e familiares e encaminhamos para perícia”, complementou o delegado.

Ainda de acordo com ele, o corpo foi encaminhado para Dourados, onde exames de necropsia serão realizados. Somente depois disso é que o velório de Eloíza deve ser retomado

O caso

O acidente ocorreu por volta das 16 horas de ontem. De acordo com o site da Rádio Alto Paraguay, a vasilha era destinada a alimentar porcos criados pela família onde a criança estava com a mãe. As duas são moradoras da região rural do município e estavam passando a semana na cidade.

As primeiras informações apontam que a mãe foi colocar outra criança para dormir dentro de casa, enquanto Eloíza teria ficado no quintal com a avó. Em determinado momento, a criança caiu no vasilhame. O Corpo de Bombeiros acredita que ela tenha ficado de 5 a 10 minutos sem respirar.