Crimes bárbaros contra mulheres tem sido registrado em Mato Grosso do Sul, em 2019. Conforme levantamento do Dourados News, junto a Delegacia de Atendimento a Mulher, foram registrados 17 feminicídios de janeiro até 04 de junho, no Estado.

Se consideramos que o período contou com 155 dias, avalia-se que em média uma mulher foi assassinada a cada nove dias no Estado.

É alto também o número de feminicídios tentados neste período no Estado. Conforme a delegada da DAM, Paula Ribeiro, foram 38 casos.

De janeiro a 04 de junho, do ano anterior, o registro de tentativas de feminicídio chegou a 19, sendo que com o total deste ano, mesmo dobrou.

“Notamos uma crescente nas tentativas no período, o que também ocorreu nos casos consumados”, disse.

A delegada cita que os crimes consumados deste ano (17) apresentaram formas muitos brutais, demonstrando ódio dos autores que justificam as ações com ciúme, sentimento de posse e até mesmo motivos fúteis.

“A maioria dessas mulheres foi morta a facadas, pelas próprias mãos do autor, atropeladas várias vezes com carro e ocorreu morte até com vários golpes de panela de pressão. A forma que praticam esses crimes demonstra uma intolerância muito grande”, comenta.

Um desses casos, ocorreu no dia 17 de março. Conforme mostrado pelo Dourados News, uma mulher de 34 anos foi morta pelo marido com golpes de machadinha durante a madrugada em Costa Rica.

O companheiro dela de 39 anos, jogou o veículo pra cima da vítima, quando ele estava em uma motocicleta. Ele desceu do carro e começou a golpear a esposa com uma machadinha. Edinalva conseguiu correr, entrou na pizzaria, mas foi perseguida por José e golpeada na cabeça até a morte. O autor foi preso.

No dia 03 de junho, Márcio José Mendes Pires, de 32, foi preso em flagrante pela Polícia Civil depois de matar a esposa Márcia Lescano, 41 anos, com um tiro de espingarda no rosto durante discussão enquanto assistiam TV. O crime ocorreu na madrugada desta segunda-feira, dia 03 de junho, em uma fazenda na zona rural de Água Clara, região Leste do Estado, onde o casal residia e trabalhava.

Em Dourados não ocorreu nenhum registro de feminicídio de janeiro a 4 de junho.

A delegada destaca o trabalho de prevenção de violência doméstica realizado em Dourados e também a rígida atuação quando existem denúncias para prender os agressores, de forma evitar situação mais grave, contando este com o apoio da Rede de Enfrentamento a Violência Contra a Mulher e Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres.

“Constantemente estamos informando sobre relacionamento abusivo, lei Maria da Penha, temos na informação uma grande aliada e acredito que isso tem impactado tanto mulheres quanto homens em Dourados. Destaco ainda que Polícia Civil, Ministério Público e Polícia Judiciária estão atuando em conjunto para aplicar as medidas protetivas, prender agressores e a resposta rápida tem feito diferença”, aponta.