Getúlio Pereira de Oliveira foi condenado a cinco anos de prisão, em regime semiaberto, acusado de matar o filho, Paulo Pereira de Oliveira, 39, a golpes de pedaço de madeira. Crime aconteceu em 2014 e julgamento foi realizado hoje, na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital.

Acusado já havia sido submetido a júri popular no dia 24 de outubro de 2017, quando foi absolvido pelos jurados. No entanto, houve recurso contra a decisão e o Tribunal de Justiça determinou a realização de novo julgamento, que terminou com a condenação por homicídio doloso privilegiado.

Conforme o inquérito policial, pai e filho não tinham boa convivência e a vítima, que trabalhava como frentista, tinha voltado a morar na residência do acusado havia pouco tempo, ficando em quarto que antes era ocupado por objetos e, para ficar no cômodo, ele retirou os pertences do pai do local, o que motivou a discussão.

Em determinado momento, pai aproveitou momento em que a vítima estava de costas e deu um golpe, com um pedaço de madeira, na parte de trás de sua cabeça. Com o rapaz caído, ele pegou um machado e desferiu mais alguns golpes. Mãe da vítima disse que chamaria a polícia e acusado fugiu do local.

Paulo chegou a ser encaminhado para a Santa Casa, onde passou por várias cirurgias, mas morreu no hospital.

Conselho de Sentença reconhece a materialidade e autoria do delito, bem como reconheceu a ocorrência de homicídio privilegiado, conforme tese sustentada pela defesa. A pena foi fixada pelo juiz Fábio Henrique Calazans Ramos.