O juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, negou pedido de revogação da prisão preventiva a Pamela Ortiz de Carvalho, 36, acusada de matar com pancadas na cabeça a idosa de 79 anos, Dirce Santoro Guimarães Lima no último dia 25 de fevereiro, em Campo Grande.

A defesa também pediu a transferência de Pamela do Estabelecimento Penal “Irmã Irma Zorzi” para outra unidade prisional, pois estaria sendo ameaçada no local. Sobre a suposta situação, o juiz oficiou à direção do presídio a fim de que traga esclarecimentos sobre a situação da custodiada.

A defesa alegou que a investigada não necessita permanecer recolhida porque possui atividade lícita e residência fixa, não possui antecedentes criminais e é mãe de quatro filhos menores de idade, sendo que um deles necessita de cuidados especiais.

O juiz ressaltou que a investigada apresenta extensa lista de ações penais em andamento em quase todas as varas criminais da Capital, conforme consulta realizada. Na sequência, o juiz listou as ações mencionadas: são oito em andamento, em seis varas criminais diferentes.

Na decisão, o juiz observou que a fundamentação que decretou a prisão preventiva permanece inalterada, fundamentada na ordem pública, pois o crime foi cometido, aparentemente, de maneira cruel, contra uma idosa, o que já permite a presunção de que foi realizado contra vítima hipossuficiente e frágil. “Ademais, o crime causou enorme comoção pública, sendo extremamente recente, o que justifica a prisão para garantir a ordem pública”.

O juiz também decidiu que a prisão deve ser mantida fundamentada na conveniência da instrução criminal. “Ao que tudo indica, a investigada teria tentado ocultar o corpo da vítima após o crime. Também teria sido dissimulada, logo após a prática do delito. Nesse sentido, segundo depoimento de testemunha, a autora teria negado os fatos de maneira ardilosa até ser confrontada com o achado do cadáver, quando só então passou a confessar o delito”.

O caso

Pamela Ortiz de Carvalho foi presa no dia 25 de fevereiro, acusada do assassinato da idosa de 79 anos, Dirce Santoro Guimarães Lima, que aconteceu no dia 23. Dirce foi morta com pancadas na cabeça, que foi batida contra um meio-fio. O rosto da vítima ficou desfigurado.

A idosa desapareceu depois de entrar no carro Renault Sandero de Pâmela ao sair de casa no Bairro Santo Antonio. As duas teriam se conhecido em novembro de 2018.

A suspeita confessou o crime e disse que houve uma discussão dentro do veículo entre ela e a idosa, e que Dirce havia pulado do carro em movimento, mas o que a polícia descarta. Segundo informações da polícia, a vítima teria se queixado com vizinhas que desde que conheceu Pamela compras que não era dela estavam sendo feitas em seu cartão de crédito.

O corpo de Dirce foi encontrado atrás de uma fábrica de peças íntimas, em Indubrasil. Ele estava jogado em um amontoado de lixo.