O Tribunal de Justiça de Goiás, além de conceder prisão domiciliar a João de Deus por posse ilegal de arma na 5ª feira (27.dez.2018), também determinou o bloqueio de R$ 50 milhões das contas do curandeiro, por suspeita de abusar sexualmente de mulheres durante atendimento espiritual.

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Caso ele seja considerado culpado, o dinheiro deverá ser usado para reparação das vítimas. Alberto Toron, advogado de defesa, disse que não recebeu informação sobre a decisão. Ele entrou com um pedido de habeas corpus no STF (Supremo Tribunal Federal).

O advogado solicitou a prisão domiciliar com o uso de tornozeleira e alegou que João de Deus já prestou esclarecimentos sobre o caso e ficar em uma cela o prejudicaria. João Teixeira de Faria tem 76 anos.

Na decisão, o juiz disse que ressaltou João de Deus, além de idoso, encontra-se com a saúde debilitada. Apesar atender ao pedido de habeas corpus, Wilson Safatle Faiad estabeleceu 3 condições para a concessão da prisão domiciliar:

  • pagamento de fiança de R$ 1 milhão;
  • monitoração eletrônica;
  • recolhimento do passaporte.

O curandeiro João de Deus, 76 anos, foi preso em 16 de dezembro de 2018 e completou 7 dias de privação de liberdade no domingo (23.dez.2018). Ele é acusado de estupro, estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude.

O MP-GO (Ministério Público de Goiás) já recebeu 596 mensagens de mulheres que dizem ter sido afrontadas. Do total, o MP-GO identificou 255 possíveis vítimas. De acordo com a força-tarefa, 75 mulheres foram ouvidas formalmente em Goiás e em outros Estados.

Na 4ª feira (26.dez), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou ao STF uma manifestação em que defendeu a continuidade da prisão curandeiro.

(com informações da Agência Brasil)