Duas pessoas foram presas em Paranhos, região Sul do Estado, dentro de operação desencadeada nesta manhã (17/1) e que visa combater o tráfico interestadual de drogas. As ações são realizadas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, com o apoio de delegacias em Mato Grosso do Sul e Espírito Santo.

Agentes do SIG (Setor de Investigações Gerais) e Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) em Dourados, além da Derf (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos) e Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) de Campo Grande cumpriram mandados no local.

Thiago Bordini, 29, e Jedielson Ximenes, 32, acabaram encaminhados à delegacia em consequência de mandados de prisão contra eles expedidos contra eles. Outros quatro de busca e apreensão também foram cumpridos.

A operação

Ao todo, 19 mandados de prisão preventiva contra acusados de integrar uma quadrilha especializada no tráfico interestadual de drogas e armas são cumpridos durante as ações que ocorrem no Rio, MS e Espírito Santo.

O grupo é acusado de fornecer drogas, armas e munições aos complexos do Alemão, Maré, Lins e Jacaré, na capital fluminense.

A quadrilha seria capitaneada por uma família de Paranhos, na fronteira com o Paraguai, que também atua no agronegócio e que utilizava uma fazenda para servir de entreposto de recebimento e distribuição de armas e munições.

O negócio agrícola da família também é, segundo a Polícia Civil, usado na lavagem do dinheiro obtido com o comércio ilícito.

Para a Polícia Civil, o líder da organização criminosa é Edson Ximenes Pedro, conhecido como “Pelincha”, que contaria com o auxílio direto de sua esposa, irmãos e cunhado na execução das atividades criminosas.

Ele seria um dos principais concorrentes de Marcelo Pinheiro Veiga, o Marcelo Piloto, que foi preso em 2017 no Paraguai e extraditado para o Brasil no fim do ano passado.

A quadrilha alvo da operação de hoje movimentava, segundo a polícia, R$ 200 milhões por ano e fornecia até duas toneladas de maconha e 500 quilos de cocaína por dia a facções criminosas do Rio e Espírito Santo.

Edson Ximenes já havia sido preso em 2013 pela Polícia Federal e cumpriu pena por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Atualmente, está foragido do sistema prisional desde que progrediu ao regime semiaberto.