O Itamaraty se posicionou, no início da madrugada deste domingo (24), sobre o uso da força por parte Venezuela contra a própria população na fronteira com o Brasil e com a Colômbia.

O governo brasileiro chamou a violência da Guarda Nacional Bolivariana contra civis como um “brutal atentado aos direitos humanos”.

Segundo a nota, o bloqueio de caminhões que levariam ajuda humanitária internacional à população da Venezuela “caracteriza, de forma definitiva, o caráter criminoso do regime Maduro”

Na cidade de Santa Elena de Uairén, próximo à fronteira do Brasil, quatro pessoas foram mortas no sábado (23). O confronto no lado colombiano deixou pelo menos 285 feridos, principalmente indígenas da etnia pemon.

o Brasil chama o governo de Maduro de “regime ilegítimo” e apela à comunidade internacional para que o auto-proclamado presidente Juan Guaidó seja reconhecido.

“O Governo do Brasil expressa sua condenação mais veemente aos atos de violência perpetrados pelo regime ilegítimo do ditador Nicolás Maduro, no dia 23 de fevereiro, nas fronteiras da Venezuela com o Brasil e com a Colômbia, que causaram várias vítimas fatais e dezenas de feridos. O uso da força contra o povo venezuelano, que anseia por receber a ajuda humanitária internacional, caracteriza, de forma definitiva, o caráter criminoso do regime Maduro. Trata-se de um brutal atentado aos direitos humanos, que nenhum princípio do direito internacional remotamente justifica e diante do qual nenhuma nação pode calar-se.

O Brasil apela à comunidade internacional, sobretudo aos países que ainda não reconheceram o Presidente encarregado Juan Guaidó, a somarem-se ao esforço de libertação da Venezuela, reconhecendo o governo legítimo de Guaidó e exigindo que cesse a violência das forças do regime contra sua própria população.”

O sábado (23) era tido como um dia chave para um desfecho da crise política divide a Venezuela entre os partidários do presidente Nicolás Maduro e da oposição, liderada pelo auto-declarado presidente interino Juan Guaidó. Com caminhões de ajuda humanitária vinda dos EUA em Cúcuta e outros mobilizados pelo Brasil em Pacaraima, a oposição pretendia quebrar as barreiras montadas pelas forças militares leais a Maduro. Mas o sábado acabou marcado como um dia de confrontos nas duas fronteiras venezuelanas