Dois policiais paraguaios lotados no distrito de Villa Ygatimí, fronteira com Paranhos, foram presos após um áudio vazado revelar suposto crime de extorsão a um primo do brasileiro Thiago Ximenes, o “Matrix”, preso na semana passada e apontado como um dos líderes dentro da facção criminosa PCC.

Segundo o ABC Color, o áudio envolve um vice-comissário chamado Palácios e um suboficial chamado Mareco, que supostamente pedem dinheiro para uma pessoa próxima a Matrix. O jornal paraguaio noticiou que na gravação, Palácios afirma que, “às 7h ou 8h será prolongado o relatório para ser encaminhado ao gabinete do Procurador”.

A outra pessoa por trás do áudio pede para falar com “o amigo”, que seria primo do líder criminoso, e pessoa responsável pela entrega do dinheiro.

À ABC FM, o ministro do interior Juan Ernesto Villamayor disse que a sede da polícia paraguaia já ordenou que ambos os oficiais fossem removidos de seus cargos, transferidos para a capital Assunção e submetidos a esclarecimentos sobre o fato.

Ele explicou que durante a operação de captura Matrix, deflagrada na semana passada, havia uma preocupação de que os policiais locais tivessem acesso às informações e alertassem de que uma emboscada pudesse ser feita aos agentes intervenientes.

“O problema sério é que membros da mesma força [polícia] são aqueles que informam ao tráfico de drogas o que está sendo feito. A operação é abortada, um procedimento ridículo é feito, ou a equipe acaba morta. Isso justifica que eles se tornem agentes secretos, nos quais os parceiros não descobrem o procedimento “, disse Villamayor.