Dos 24 deputados estaduais de Mato Grosso do Sul, 13 foram reeleitos. Junior Mochi (MDB) abriu mão de possível reeleição para disputar o Governo Estadual, e ficará de fora do parlamento. Beto Pereira (PSDB) deixará a Assembleia Legislativa para integrar a Câmara dos Deputados, em Brasília. George Takimoto, assim como Beto, disputou o cargo de deputado federal, mas diferente do tucano, não obteve votos suficientes.

Antonieta Amorim (MDB) e Grazielli Machado (PSD) decidiram não disputar cargo eletivo e também serão desfalque na Casa de Leis a partir de 2019. O índice de renovação do parlamento será de 45,8% e a partir de janeiro de 2019, ao menos a princípio, nenhuma mulher ocupará uma cadeira na Casa de Leis. No domingo (7), mais de 1,4 milhão de eleitores foram às urnas no Estado.

O quadro ainda pode ser revertido, já que com uma possível troca de comando no Parque dos Poderes, com eventual eleição de Odilon de Oliveira (PDT), ou mesmo em caso de reeleição de Reinaldo Azambuja (PSDB), que já havia admitido mudança em sua equipe de governo para acomodar aliados, a composição do secretariado pode ser alterada e dar chance aos que ‘bateram na trave’ na Assembleia Legislativa.

Bancadas reduzidas

A maior bancada continua sendo a do PSDB, mas reduzida. Dos atuais oito parlamentares tucanos, a partir do próximo ano cinco deputados do PSDB vão compor a bancada da legenda, Onevan de Matos, Paulo Corrêa, Felipe Orro, Marçal Filho e Professor Rinaldo.

A atual deputada Mara Caseiro não figura entre os eleitos, mas ainda pode ocupar uma das 24 cadeiras, já que com seus 23,813 votos, 1,86% do total, ela ocupa a posição de primeira suplente na chapa composta por PSDB, PROS e DEM.

Dione Hashioka, ex-deputada estadual e esposa do diretor-presidente do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de mato Grosso do Sul), alcançou 21,745 votos, 1,70% do total, e ocupa a posição de segunda suplente da mesma chapa e também pode eventualmente compor o parlamento estadual.

O MDB perdeu mais de metade de sua bancada, que caiu de sete representantes para apenas três, todos reeleitos. Permanecem na Casa, Renato Câmara, Marcio Fernandes e Eduardo Rocha.

Caso um deles prefira abrir mão do mandato para ocupar uma secretaria, abre-se espaço na Casa de Leis para o ex-prefeito de Corumbá, Paulo Duarte, eleito primeiro suplente com 17,343, e o vereador de Campo Grande, Dr. Loester, com 9,694, segundo suplente.

Menos representatividade

Perdendo metade da bancada, o Partido dos Trabalhadores terá apenas Pedro Kemp e Cabo Almi como deputados a partir de janeiro. João Grandão conquistou 16,020 votos, mas sua candidatura foi indeferida pelo TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral). Ele ainda tem recursos pendentes e pode ocupar a primeira suplência do partido na Casa.

Caso Grandão não consiga reverter a inelegibilidade na Justiça Eleitoral, a posição continuará sendo ocupada pelo colega de bancada, Amarildo Cruz, que obteve 15,919 votos, 1,24% do total. Na segunda suplência, figura Elias Yshi, com 8,920, 0,70% do total.

Com Capitão Contar e Coronel David na liderança entre os mais votados, o PSL de Jair Bolsonaro ganha espaço na Casa de Leis com duas cadeiras no próximo parlamento. Caso um deles deixe a cadeira vaga, a posição pode ser ocupada pelo vereador da capital Junior Longo (PSB), primeiro suplente, e Chicão Vianna (SD), com 9,856 e 9,376, respectivamente.

Ex-secretário e estreantes

O DEM também terá dois deputados, ambos reeleitos, Barbosinha e Zé Teixeira. Em caso de vacância, assumem Vinícius Siqueira, com 8,560 votos, e Maurício Picarelli, que ficou de fora, com 8,010 votos. Vale lembrar que Barbosinha já ocupou a Sejusp durante parte do governo Reinaldo, quando a cadeira na Assembleia foi ocupada por Coronel David.

O PDT de Odilon de Oliveira elegeu Jamilson Name deputado estadual. A primeira e segunda suplência fica com Biffi e Delegado Cleverson, com 11,060 e 6,844 votos respectivamente. Pela coligação Patriota, PSD, PMN e Avante, que reelegeu Lídio Lopes, ficam na suplência o vereador de Campo Grande Chiquinho Telles, com 15,596 votos, e Jorge Martinho, com 11,788.

Pela coligação PR, PSDC, PRTB, PHS E PTC, foi eleito o estreante João Henrique (PR), com pouco mais de 11 mil votos. Em caso de vacância, assumem Coronel Alírio Vilassanti, com 6,005 votos e Mirião da Saúde, com 3,054 votos.