O policial militar ambiental Lúcio Roberto Queiroz Silva, 36, teria recebido prints de conversas entre a esposa Regianni Araújo e o corretor de imóveis Fernando Enrique Freitas, 31. Eles foram assassinados pelo policial na noite de sábado (4/10), em Paranaíba, na região do Bolsão sul-mato-grossense.

As imagens com a suposta conversa foram encaminhadas a ele pela mulher de Fernando. As informações são do Campo Grande News. Conforme o portal, testemunhas deram a versão sobre o caso à polícia.

Lúcio e Regianni participavam de uma confraternização na casa do pai do autor do duplo homicídio, quando recebeu mensagens e ligação da mulher da vítima relatando o fato.

O policial então questionou a esposa sobre o assunto, recebendo a negativa.

Logo em seguida ele se deslocou até a casa de Fernando para tirar satisfação. Com a arma em punho, Lúcio desceu do carro e se deparou com a mulher de Fernando e a mãe dela com uma criança de 1 ano no portão. Ele perguntou onde estava a vítima. Elas, então, perceberam a intenção dele e tentaram impedi-lo de entrar.

Porém, o militar invadiu o imóvel e foi até a sala onde encontrou Fernando dormindo no sofá.

Chutando a vítima, Lúcio dizia: “Você está conversando com a minha mulher”? Nervoso, mandou que a vítima entregasse o celular desbloqueado para verificar o conteúdo das mensagens trocadas pelos dois. Fernando, então, se levantou e antes de entregar o aparelho foi atingido a tiros. A vítima ainda tentou fugir para um dos quartos, mas mesmo assim foi morta.

Ainda de acordo com o Campo Grande News, Lúcio voltou para a casa dos pais, onde estava a mulher e o filho de 8 anos. Lá, ele chegou e atirou na mulher que também estava deitada no sofá.

Ela foi atingida no abdômen, tórax e braços. Após o crime, o autor deixou a arma em cima da estante e fugiu levando o Fiat Siena branco do pai.

A Polícia Civil já solicitou à Justiça a prisão temporária do rapaz, porém, ele continua foragido.