Pablo Guilherme Alves da Silva, 20, o ‘Pablinho’, foi preso na manhã de quinta-feira (6/6) em Dourados pelo assassinato de Leandro Dantas de Lima, o ‘zóio de gato’, ocorrido no dia anterior. Policiais civis do SIG (Setor de Investigações Gerais) o apresentaram hoje (7/6). Conforme o rapaz, ele matou o rival ‘para não morrer’.

Além de Pablo, os investigadores prenderam ainda Marcos Adriano Faustino Ribeiro, 23, e apreenderam um adolescente de 17 anos que havia deixado a Unei (Unidade Educacional de Internação) há poucos dias, todos moradores no Jardim Santa Maria.

Marcos acabou autuado em flagrante pela posse de arma de fogo de uso restrito. Ele guardou o revólver calibre 38 com munições de origem estrangeira usado no homicídio e disse em depoimento que não sabia do crime.

Já o menor é acusado de coautoria no assassinato e na quinta mesmo acabou levado à Unei.

Como foi

Em entrevista ao Dourados News, Pablo contou possuía rixa antiga com Leandro, resultando até em tentativa de homicídio contra ele e ameaça ao irmão de quatro anos no passado.

“Já vinha sendo ameaçado. Ele havia me esfaqueado e apontou uma arma ao meu irmão de quatro anos, então tomei essa atitude [homicídio]. Matei para não morrer”, contou.

No dia do assassinato, Pablo e a vítima se encontraram na região do João Paulo II.

Em seguida, o autor foi até a casa onde reside, tomou posse da arma e entrou no Fiat Uno branco de sua propriedade. Na rua Francisco Vicente de Lima, ele avistou ‘zóio de gato’ e efetuou os disparos, fugindo em seguida.

Para cometer o assassinato, ele contou com a companhia do adolescente.

Após o crime, ambos seguiram para a casa de Marcos, que ficou com a arma. Após a prisão de Pablo, a polícia chegou até o revólver.

A prisão

De acordo com o delgado do SIG, Rodolfo Daltro, após o início das investigações, foi apurado que a vítima já havia sofrido duas tentativas de homicídio, uma delas realizadas pelo irmão e o primo de Pablo.

Logo em seguida, descobriram que ele possuía um Fiat Uno branco, com as mesmas características do visto por populares no dia do crime.

Ao ser detido, confessou ser o autor do assassinato e a presença do menor, além de ter pedido a Marcos que guardasse a arma utilizada e o carro.