Documento protocolado no final da manhã desta segunda-feira (20/5) na Câmara de Dourados pede a cassação do vereador Junior Rodrigues (PR), ex-líder da prefeita Délia Razuk (PR) na Casa entre os anos de 2017 e 2018, pelo suposto crime de responsabilidade político-administrativo.

Agora, cabe ao Legislativo analisar o processo e, se houver admissibilidade, votar pela implantação ou não de uma comissão processante para o caso, o que pode acontecer nas próximas sessões.

A ação é movida pela ex-vereadora e advogada, Virgínia Marta Magrini, embasado nos relatos recentes da CGU (Controladoria-Geral da União), apontando para uma possível ligação entre o parlamentar e a empresa Batalinee Gomes Ltda.-ME, com nome fantasia Global Serv Prestadora de Serviços, na prestação de serviços de lavanderia junto a Funsaud (Fundação de Saúde de Dourados), que administra o Hospital da Vida e a UPA (Unidade de Pronto Atendimento).

De acordo com o documento a qual o Dourados News teve acesso, a denunciante diz que ‘há fortes indícios de que exista uma verdadeira troca de favores neste relacionamento entre a atual gestora e seu líder na Câmara até dezembro de 2018’.

Para embasar ela cita duas dispensas de licitação [números 88/2017 e 003/2018] e um pregão presencial número 002/2018.

O primeiro caso, conforme a denúncia, o desembolso por parte da Fundação é de R$ 188.184,00, enquanto no segundo, o valor citado é de R$ 138.096,94, ambas se dando em caráter emergencial e utilizando a lavanderia da PED (Penitenciária Estadual de Dourados) para firmar convênio entre as partes. Já em relação ao pregão, o recurso utilizado é de R$ 153.120,00, todos valores com indícios de superfaturamento.

Ainda segundo a denúncia, apesar dos serviços realizados nesses convênios, meses antes das contratações a direção da penitenciária e a Global já havia firmado compromisso para explorar o trabalho dos internos.

Conforme a Controladoria, se apresentam como integrantes da empresa contratada pela Funsaud, dois ex-servidores lotados no gabinete do parlamentar e outra pessoa que trabalhou na campanha eleitoral de Júnior Rodrigues.

“Desta forma, resta comprovado, o favorecimento da empresa Bataline, que firmou duas dispensas de licitação indevidas e um pregão com indícios de manipulação com a prefeitura Municipal, graças ao bom trânsito (troca de favores) do líder vereador Júnior Rodrigues com a prefeita Délia Godoy Razuk”, finaliza o pedido.

Dourados News tentou contato por telefone com o vereador Júnior Rodrigues, porém, as ligações não foram atendidas. O parlamentar participa da sessão da Câmara de Dourados nesta tarde.