A conturbada 97ª Reunião Ordinária do Conselho Universitário da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), que na quinta-feira (26) teve até presença da polícia por suposta ameaça de invasão, pode ser refeita nesta semana. Isso porque a reitora temporária Mirlene Ferreira Macedo Damazio, que fez a convocação e não compareceu, reagendou para sexta-feira (4).

Em nota divulgada no site institucional da universidade, a administração esclareceu que aquela reunião foi cancelada e “será realizada no dia 4 de outubro na sala 304 da Unidade I”. “A organização de uma sala para os conselhos se deu por oportunidade e primazia do bem-estar e segurança dos conselheiros, visando melhor gestão e governança”, justificou.

“Ressalta-se que o espaço é adequado para receber com conforto e segurança os 42 Conselheiros eleitos pela comunidade acadêmica e civil, para serem seus representantes. A representatividade se dá, justamente pela impossibilidade de reunião de todos os docentes, alunos e servidores da Instituição, o que não impede o acompanhamento através de transmissão ao vivo, nas redes sociais”, pontuou na nota.

Embora reconheça que “historicamente as sessões dos Conselhos eram realizadas no auditório da Unidade I, por não haver uma sala para esta finalidade”, pontuou que “hoje a Universidade compôs a sua, onde serão realizadas todas as reuniões do CEPEC (Conselho de Ensino, Pesquisa, Extensão e Cultura), COUNI (Conselho Universitário), e Conselho de Curadores” e que “a montagem da sala é ato legítimo e legal e muitas IES – Instituições de Ensino Superior – do país possuem salas similares”. “Sendo assim, a Administração continuará trabalhando por melhorias na Universidade”, finaliza.

Presidente do Conselho Universitário, nem mesmo a reitora temporária responsável por convocar a reunião compareceu na semana passada. Por isso coube ao conselheiro mais antigo instalar a reunião após verificar que as assinaturas já caracterizavam o quórum.

Como a sala 304 da Unidade I não tinha espaço suficiente e outro conselheiro, ao ver pessoas em pé, ele propôs que a reunião fosse realizada no auditório, como ocorria costumeiramente. Em comum, os dois locais estavam decorados com balões alaranjados, símbolo de protestos realizados pela comunidade acadêmica deste a nomeação da reitora temporária pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, em meio à judicialização da lista tríplice encabeçada pelo professor Etienne Biasotto.

No entanto, a própria reitora temporária acionou equipes da Guarda Municipal e da Força Tática da Polícia Militar, que foram à reitoria por causa de alerta de possível invasão. Até mesmo um delegado da Polícia Federal compareceu, bem como representantes da subseção local da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Apesar de os conselheiros terem informado que a reunião transcorreu sem problemas, na mesma oportunidade a reitora temporária informou em nota que ela seria reagendada para o dia 4 de outubro porque “não houve apuração de regularidade de ocupação e acomodação dos conselheiros, nem a ordem e decoro necessários, sendo observada a invasão de pessoas com instrumentos musicais, balões e gritos, bem como a falta de segurança necessária para que a mesma ocorresse com regularidade de procedimentos”.