Após pouco mais de dois meses de campanha eleitoral, o País e as unidades federativas decidiram seus governantes para os próximos quatro anos. Em Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB) alcançou reeleição ao conquistar mais de 52% do eleitorado. A nível nacional, Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito o novo presidente da República.

Nas ruas, o resultado das eleições divide a satisfação popular, mas, conforme constatou o Dourados News na manhã desta terça-feira (30), o desejo por um País e um estado melhor é unânime. As pessoas esperam por mudanças.

A reportagem foi ao Centro de Dourados para ouvir a população e descobriu também que alguns vão precisar se desculpar com amigos e familiares após as brigas durante o período eleitoral.

Esse é o caso do Gabriel Teixeira, 24. Ele disse ter ficado satisfeito com o resultado das eleições e também que todos os candidatos em que votou foram eleitos. “Estou satisfeito. Espero agora que melhore as coisas, principalmente na questão de emprego. Tem muita gente desempregada e precisa resolver isso. Além da diminuição de impostos”, afirmou.

Sobre as ‘brigas eleitorais’, Gabriel contou que por ser a favor do armamento, divergiu opiniões com amigos e resultado não foi muito agradável.

“Pra gente que mora na área rural é fundamental poder ter, mas tem gente que não entende. Ai rola as discussões, né? Com a família ainda foi tranquilo porque todo mundo tem a mesma opinião, a divergência é mais com amigos mesmo”, contou.

Já a dona de casa Luciana Pereira, 40, moradora em Fátima do Sul, afirmou ter “pago para ver”. Ela contou que no primeiro turno votou nulo a todos os cargos em disputa, mas nesse segundo decidiu participar.

“Dei um voto de confiança no Bolsonaro. Ele não era pra mim a melhor opção, não gosto desse jeito que ele fala, mas paguei pra ver. Espero agora que ele cumpra tudo o que prometeu, sendo a diferença dos que passaram só com promessas sem ações. A nível de estado acho que o Azambuja vem sendo um bom governador. Tem coisa pra melhorar, então espero que atenda isso”, disse.

Luciana também espera que o novo presidente mantenha as políticas democráticas do direito individual de escolhas. “Eu sou totalmente contra essa história de ter que viver escondidinho porque os outros não aceitam ou não concordam com determinada situação. As pessoas têm o direito de ser quem elas quiserem. Autoritarismo para mim não dá”, concluiu.

Diogo Silva Ramos, 18, morador no distrito de Indápolis disse que não ficou muito satisfeito com o resultado. Ele relatou que não desejava a vitória do novo presidente, mas agora espera por um país com mais educação e saúde de qualidade.

“Eu sou LGBT e o jeito como ele veio falando, até também sobre as pessoas negras, eu não gostei muito. Aqui no Estado eu até gostei. Fiquei satisfeito. Agora eu espero por mais oportunidades, minha expectativa daqui para frente é que melhorem a educação e a saúde pública. Espero por mais possibilidades de entrar na faculdade”, relatou o jovem.

Diogo disse que, assim como Gabriel, vai precisar ‘acertar as contas’ com amigos. “A gente tem uma opinião, eles têm outras, aí fica complicado. Vou ter que me acertar com eles”, disse.

O seo Valdomiro Alves, 68 anos, disse à reportagem que apesar da não obrigatoriedade, fez questão de cumprir o papel de cidadão e votou. Satisfeito, o morador no distrito de Itahum justificou dizendo que “do jeito que estava não dava para continuar”.

“Tinha que colocar mesmo outra pessoa para ver se consegue mudar as coisas. Eu espero que o Azambuja continue fazendo o que ele vem fazendo. Não acho que ele foi ruim. Sobre o Bolsonaro, eu espero que ele arrume alguma coisa, e se não arrumar na próxima a gente tira e elege outro”, disse.