A justiça decidiu manter preso o vereador Idenor Machado (PSDB). Ele é um dos alvos na Operação Cifra Negra, desencadeada no dia 5 de dezembro do ano passado e que investiga esquema de corrupção na contratação de serviços de tecnologia e gestão na Câmara Municipal.

A decisão foi tomada pelo juiz Luiz Alberto de Moura Filho, da 1ª Vara Criminal local na sexta-feira (8/2), três dias depois da defesa do parlamentar entrar com pedido de relaxamento de sua prisão.

Idenor foi preso pela segunda vez no dia 30 de janeiro, após ter conquistado a liberdade há quase dois meses, para responder as investigações fora da cadeia.

No entender do magistrado, o vereador “supostamente integra organização criminosa especializada em fraudar licitações, mediante desvio de verbas públicas e ainda supostamente perpetrou os crimes de peculato e corrupção passiva”.

Quando desencadeada a Operação Cifra Negra, outros dois vereadores, Pedro Pepa (DEM) e Cirilo Ramão (MDB), além do ex-parlamentar Dirceu Longhi (PT), empresários e ex-servidores da Câmara acabaram presos.

Idenor continua preso numa das celas da PED (Penitenciária Estadual de Dourados).

O novo mandado de prisão contra ele foi expedido após, segundo o Ministério Público Estadual, o parlamentar transitar pelas dependências da Casa de Leis, o que era proibido de acordo com as medidas cautelares estabelecidas contra ele.

Além de Machado, Cirilo Ramão (MDB) também foi preso novamente, na semana passada, pelo mesmo motivo.